O programa Hora D, da TV Difusora, recebeu nesta quarta-feira (5) o dramaturgo, pesquisador e codiretor do documentário “Toadas em Riba do Mar”, Igor Nascimento. Durante a entrevista, ele falou sobre a produção do filme e a importância de preservar a memória dos amos do bumba meu boi de matraca no Maranhão.
O documentário acompanha a travessia de cinco amos do bumba meu boi pela Baía de São José até o povoado de Itapera, em Icatu, durante o período de ensaios da temporada junina de 2025.
Mais do que registrar a viagem, a obra apresenta as histórias, os saberes, a espiritualidade e a relação desses mestres com o mar e com a cultura popular maranhense.
Segundo Igor Nascimento, o projeto surgiu a partir de uma pesquisa sobre grandes cantadores do bumba meu boi de matraca.
O filme reúne nomes como Galvão, Chagas, Canário, Egídio, e Ronaldinho. Durante a pesquisa, a equipe percebeu que muitos desses amos tinham ligação com a pesca e com o povoado de Itapera, conhecido por revelar importantes cantadores da cultura popular maranhense.
“A ideia era mostrar que o canto também faz essa travessia. Ele une pessoas, leva histórias e mantém viva a tradição do bumba meu boi”, explicou o pesquisador.
Igor destacou que um dos momentos mais marcantes da produção aconteceu durante a travessia de barco.
Segundo ele, a equipe enfrentou dificuldades por causa das condições do mar e da maré, mas o percurso também proporcionou encontros e conversas entre os mestres sobre antigos cantadores e a história do bumba meu boi.
Durante essas conversas, eles relembraram nomes importantes da cultura maranhense, compartilharam memórias e cantaram toadas tradicionais, preservando um patrimônio transmitido entre gerações.
O documentário tem duração de uma hora e meia. A estreia será realizada no dia 7 de agosto, às 19h, no Cine Sesc, em São Luís, em uma sessão destinada a convidados.
Já no dia 15 de agosto, haverá uma exibição gratuita e aberta ao público no povoado de Itapera, em Icatu. A proposta é levar o filme para a comunidade que inspirou a produção.
Após as primeiras exibições, o documentário também deverá participar de festivais e mostras de cinema.
Para Igor Nascimento, a obra representa uma forma de valorizar a memória dos mestres do bumba meu boi e contribuir para que a tradição continue sendo conhecida pelas novas gerações.


