Um adolescente de 17 anos, identificado como M.R.C.S., conhecido como “Riquelme” ou “RK”, morreu na manhã desta quinta-feira (30) durante um confronto com a polícia no bairro Vila Palmeira, em São Luís.
O confronto ocorreu quando policiais realizavam o cumprimento de um mandado judicial de internação expedido em desfavor do adolescente, que reagiu à abordagem efetuando disparos de arma de fogo contra as equipes policiais.
O adolescente era investigado por ato infracional análogo ao duplo homicídio pelo ataque ocorrido no dia 11 de julho deste ano, em São João Batista, na baixada maranhense. O crime resultou na morte de Samira Costa Correia, que estava grávida, e do filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos.
Durante a operação para cumprir a decisão judicial, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) localizaram o adolescente escondido e armado em uma área de manguezal. Durante a ação, foi apreendida uma pistola calibre 9 mm, além de carregadores e munições.
O jovem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência foi apresentada à Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), responsável pela apuração dos fatos e dos procedimentos adotados na intervenção policial, conforme previsto na legislação vigente.
Relembre o caso
Samira Costa Correia e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, foram mortos durante um ataque criminoso registrado na madrugada de 10 de julho, em uma residência no município de São João Batista, na Baixada Maranhense. Após serem baleadas, as vítimas tiveram a casa incendiada pelos criminosos, e os corpos foram encontrados carbonizados dentro do imóvel.
Segundo o subsecretário de Segurança Pública do Maranhão, delegado Ederson Martins, as investigações apontam que o crime foi motivado por uma suposta mudança de facção do marido de Samira.
Desde as primeiras horas após o crime, uma força-tarefa foi mobilizada com a participação das polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e de equipes de inteligência para identificar e localizar os envolvidos.






