O Maranhão registrou um aumento de quase 30% no número de pessoas desaparecidas em 2025. Os dados são do Anuário Brasileiro da Segurança Pública.
Segundo o levantamento, foram contabilizados 1.182 registros de desaparecimento no estado no ano passado. Em 2024, haviam sido notificadas 910 ocorrências. Com esse crescimento, o Maranhão ficou atrás apenas de Minas Gerais, que teve aumento de 30,5% nos casos.
Uma reportagem da TV Difusora mostrou que muitas famílias ainda acreditam que é necessário esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa. No entanto, as autoridades reforçam que o boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente.
O registro pode ser realizado em qualquer delegacia da Polícia Civil ou por meio do telefone 190 da Polícia Militar. Quanto mais rápido a comunicação, maiores são as chances de localizar a pessoa desaparecida.
A perita oficial Juliana Aires destaca a importância da denúncia imediata. “Quando uma pessoa desaparece, é importante que a família busque ajuda o quanto antes, fazendo o registro da ocorrência junto à delegacia de polícia, para que o sistema de segurança seja acionado e se entenda as circunstâncias daquele desaparecimento”, afirmou.
Além de iniciar rapidamente as buscas, o registro garante que as investigações não tenham prazo para serem encerradas.
Para o representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB Maranhão, Erik Moraes, o estado precisa ampliar a divulgação de informações sobre pessoas desaparecidas. Segundo ele, é necessário criar uma política pública que facilite o reconhecimento dessas pessoas pela população, com a divulgação de fotos em outdoors e em diferentes meios de comunicação.
Apesar do aumento registrado em 2025, os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Segurança Pública apontam uma redução nos casos em 2026. Até o momento, foram registrados 623 desaparecimentos, contra 686 ocorrências no mesmo período do ano passado.
O Anuário também mostra um aumento no número de pessoas localizadas. Em 2024, foram encontradas 198 pessoas. Já em 2025, esse número subiu para 244, um crescimento de aproximadamente 24%.
Um dos fatores apontados para esse resultado é o fortalecimento do trabalho da Perícia Oficial. O órgão mantém um banco de dados com informações sobre pessoas desaparecidas, corpos sem identificação e familiares das vítimas.
Por isso, a orientação é que os familiares forneçam o maior número possível de informações sobre a pessoa desaparecida. Características físicas, roupas usadas no momento do desaparecimento, condições de saúde, histórico odontológico e exames de imagem podem ser fundamentais para a identificação.
As investigações também contam com diligências em campo, troca de informações entre unidades policiais e, quando necessário, uso do sistema de videomonitoramento para auxiliar na identificação dos deslocamentos da pessoa desaparecida.






