A Feira da Liberdade, uma das mais tradicionais de São Luís, enfrenta problemas de infraestrutura que preocupam feirantes e clientes. Inaugurado no início da década de 1990, o mercado recebe diariamente centenas de pessoas, mas as condições do espaço estão longe do esperado.
No local, é possível encontrar frutas, verduras, carnes, peixes e diversos outros produtos. No entanto, um a reportagem exibida no Hora D, TV Difusora, mostrou que quem trabalha e faz compras na feira convive diariamente com problemas como goteiras, pisos danificados, animais circulando entre os alimentos e dificuldades na área externa.
Segundo os feirantes, parte da estrutura apresenta lajotas soltas e o telhado possui vários pontos de infiltração. Quando chove, a água invade os corredores e dificulta o trabalho.
“A reforma que a gente espera faz muito tempo. A gente quer que reformem o mercado todo, não apenas uma parte”, disse o feirante Severino Cunha.
Outro problema apontado é o grande número de vendedores que comercializam produtos do lado de fora da feira. Quem permanece nos boxes internos afirma que as vendas diminuíram porque a maioria dos clientes prefere comprar na área externa. “As vendas são poucas porque o povo está todo lá fora. Eles deveriam organizar para trazer esse pessoal para dentro da feira”, afirmou o feirante José Pires.
Além da queda nas vendas, comerciantes relatam que muitos consumidores deixam de entrar no mercado por causa da sujeira e da falta de manutenção. “Tem muita gente que reclama da sujeira. As bancas estão desocupadas e isso prejudica todo mundo”, disse a comerciante Teresa de Jesus.
Os clientes também reclamam das condições do espaço. Entre as principais queixas estão o mau cheiro, o acúmulo de lixo e a necessidade de melhorias na estrutura. “A gente precisa de uma reforma. Tem que melhorar o telhado, os banheiros e toda a estrutura para os vendedores e para os clientes”, afirmou a consumidora Eunice Sousa.
Na área externa, outro problema chama a atenção. Pedestres dividem espaço com veículos e bancas montadas nas ruas ao redor da feira. Em vários momentos, motoristas passam muito próximos das pessoas que circulam pelo local.
Também há pontos com esgoto a céu aberto nas proximidades do mercado. Uma galeria apresenta ferragens expostas, oferecendo risco de acidentes. Em outro trecho, um bueiro danificado despeja esgoto continuamente próximo às residências, causando mau cheiro e preocupação entre os moradores.
O que dizem as secretarias
Em nota, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou que realiza serviços contínuos de limpeza urbana no entorno da Feira da Liberdade, com coleta de resíduos, varrição e remoção de lixo. A pasta afirmou ainda que, caso sejam identificados novos pontos críticos, o local será vistoriado para adoção das medidas necessárias.
Sobre o esgoto a céu aberto, a Semosp informou que a situação será encaminhada à Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) para as providências cabíveis.
A Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) informou que equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social realizam atendimento às pessoas em situação de rua que permanecem no entorno da feira. Segundo a pasta, o atendimento é voluntário e muitos recusam o acolhimento. A secretaria destacou ainda que mantém dois Centros Pop, nas regiões da Cohab e do Centro, que oferecem alimentação, banho, lavagem de roupas, atendimento socioassistencial e acesso a programas sociais.
Já a Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa) informou que está realizando um levantamento técnico na Feira da Liberdade para subsidiar o planejamento de melhorias nas condições de funcionamento, segurança e atendimento ao público.




