O Ministério da Saúde deu início à transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança representa um avanço importante no tratamento do diabetes na rede pública, oferecendo um medicamento mais moderno que promete trazer mais segurança e qualidade de vida aos pacientes, além de favorecer a adesão e a continuidade do tratamento.
O impacto da doença reforça a necessidade de novas estratégias de saúde pública. No Maranhão, por exemplo, o diabetes levou 4.153 pessoas com 18 anos ou mais à internação em 2025, segundo dados da plataforma Monitora, da Secretaria de Estado da Saúde. A chegada de terapias mais eficientes busca justamente reduzir complicações graves que resultam nesses internamentos e melhorar o controle da condição.
Nova Alternativa
O medicamento se destaca por ser de ação prolongada que, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação diária. Essa característica simplifica significativamente a rotina do paciente, já que outros esquemas tradicionais podem exigir até três aplicações no mesmo período. Além da comodidade, o tratamento com a insulina glargina contribui para um controle mais estável da glicemia e reduz drasticamente o risco de episódios de hipoglicemia.
Essa iniciativa de modernização é decorrente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O acordo viabiliza a produção nacional do medicamento e garante a manutenção de estoques mais robustos e seguros para o SUS a longo prazo.
Nesta etapa inicial, a substituição do tratamento é voltada a um público-alvo específico. Estão elegíveis para a mudança os pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diagnóstico de diabetes tipo 1, além de idosos com 70 anos ou mais que possuam diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Distribuição em todo país
A distribuição dos insumos já está em ritmo avançado. O Ministério da Saúde já encaminhou mais de 254 mil tubetes de insulina glargina para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis adaptadas para a aplicação. O cronograma oficial prevê que todas as unidades da federação recebam os estoques necessários até o fim de julho.
Como ter acesso
Para acessar o novo medicamento, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência portando uma receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis legais ou cuidadores do público elegível também podem solicitar a substituição da insulina diretamente no posto de saúde.
A partir desse primeiro contato, o paciente e sua família serão acolhidos por uma equipe multiprofissional da Atenção Primária, que avaliará detalhadamente o quadro clínico e validará a transição do tratamento. Nessa consulta, os usuários receberão orientações completas sobre o uso correto do hormônio, as técnicas adequadas de aplicação e os cuidados para o armazenamento correto. Junto com o medicamento, o SUS fornecerá gratuitamente as agulhas necessárias e uma caneta reutilizável para a administração, que possui validade de três anos.
Matéria sob atualização.



