O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. De acordo com o relatório Perspectivas da Economia Mundial (World Economic Outlook), divulgado nesta quarta-feira (8), a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avance 2,4% neste ano, acima dos 1,9% projetados pelo órgão internacional em abril.
A atualização também traz uma perspectiva mais otimista para 2027. A estimativa de crescimento da economia brasileira passou de 2% para 2,2%, refletindo, segundo o FMI, a resiliência da atividade econômica no país.
Enquanto melhorou as projeções para o Brasil, o Fundo reduziu levemente a expectativa para o crescimento da economia global em 2026. A previsão passou de 3,1% para 3%. Já para 2027, a estimativa foi elevada de 3,2% para 3,4%.

Segundo o relatório, o cenário internacional continua sendo influenciado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente pelos reflexos do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O FMI avalia que a guerra tem provocado impactos sobre a atividade econômica mundial, principalmente devido às incertezas relacionadas aos preços das commodities, às cadeias de suprimentos e às condições financeiras.
Apesar desse cenário, o Fundo destaca que parte desses efeitos pode ser compensada pela aceleração do ciclo global de tecnologia, impulsionado pelo avanço e pela adoção de ferramentas de inteligência artificial, fator que tem contribuído para sustentar o crescimento em diversos países.
O relatório também aponta que os riscos para a economia mundial estão mais equilibrados do que na avaliação divulgada em abril, embora ainda permaneçam voltados para um cenário de desaceleração. Entre as preocupações está a possibilidade de uma intensificação dos conflitos no Oriente Médio, o que pode aumentar a volatilidade dos mercados e pressionar a inflação global.
Além disso, o FMI revisou para cima as projeções de inflação mundial. A estimativa passou de 4,3% para 4,7% em 2026 e de 3,7% para 3,9% em 2027. Segundo a entidade, o movimento indica uma interrupção no processo de desaceleração da inflação observado desde o início de 2024.
Na avaliação do Fundo, embora a economia global tenha demonstrado resistência aos impactos iniciais dos conflitos internacionais, a evolução do cenário ainda depende do comportamento das cadeias de suprimentos, do mercado de energia e da estabilidade geopolítica nos próximos meses.




