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Complexo Deodoro: oito anos de espera e nenhuma solução para ambulantes

Trabalhadores afirmam que enfrentam dificuldades diárias por causa da falta de estrutura

Foto: reprodução/TV Difusora

O espaço ocupado por vendedores ambulantes em frente ao Colégio Liceu Maranhense, no Complexo Deodoro, no Centro de São Luís, continua gerando reclamações. O local, que deveria ser provisório após uma realocação feita pela Blitz Urbana em 2018, permanece sem mudanças oito anos depois.

Uma matéria da TV Difusora feita pela repórter Luísa Rabelo e o repórter cinematográfico Paulo Heitor mostrou que os trabalhadores enfrentam dificuldades diárias por causa da falta de estrutura. Eles reclamam das condições precárias para comercializar os produtos e cobram uma solução definitiva do poder público.

Segundo o vendedor Nelson Rodrigues, a situação prejudica tanto os comerciantes quanto os clientes. “Nós estamos sem estrutura para trabalhar. O nosso setor está muito ruim. Quando chove, molha tudo. Quando faz sol forte, a mercadoria acaba sendo danificada. Está tudo muito bagunçado. A gente espera que os órgãos públicos possam nos ajudar”, afirmou.

Os ambulantes dizem que aguardam há anos pela promessa de transferência para um espaço mais adequado, mas nenhuma medida foi concretizada.

A vendedora Lucília Moreira afirma que a espera se arrasta desde a mudança para o local. “Há muito tempo a gente escuta que vai melhorar. Passa ano, entra ano, sai ano e nada muda. A gente não quer sair daqui, queremos apenas melhores condições para trabalhar”, disse.

A ambulante Joana da Silva também cobra uma solução. “É isso que a gente espera há muito tempo, mas não consegue”, declarou.

Além das dificuldades enfrentadas pelos comerciantes, a permanência das barracas também afeta a rotina do Colégio Liceu Maranhense. A direção da escola relata problemas como excesso de barulho durante as aulas, acúmulo de lixo, consumo de bebidas alcoólicas e drogas nas proximidades, além de dificuldades de acesso para alunos, servidores e visitantes.

O diretor da unidade, Deurivan Rodrigues, afirma que a situação compromete o ambiente escolar. “O barulho interfere nas aulas. Também enfrentamos problemas com consumo de drogas, bebidas, mau cheiro e dificuldades de locomoção. A escola precisa de um ambiente adequado para garantir o aprendizado. Os trabalhadores precisam de um espaço, mas que não seja mais esse”, destacou.

Enquanto uma solução não é apresentada, os ambulantes seguem trabalhando em condições precárias e aguardam a criação de um espaço definitivo que ofereça mais segurança, estrutura e dignidade para exercer a atividade.

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