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Após perder o filho, mãe denuncia falhas no atendimento do hospital Socorrão I

Acidente aconteceu na noite de 16 de junho, por volta das 19h30, na Avenida Ferreira Goulart

Foto: reprodução

A morte de um jovem após um acidente de moto voltou levantou questionamentos sobre o atendimento prestado na rede pública de saúde de São Luís. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Patrícia Menezes, mãe de Ugo Daniel Menezes de Sousa Sato, denunciou o que considera uma sequência de falhas no atendimento recebido pelo filho no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I).

Segundo Patrícia, o acidente aconteceu na noite de 16 de junho, por volta das 19h30, na Avenida Ferreira Goulart. Ugo Daniel estava na garupa de uma motocicleta quando houve o acidente.

Ela afirma que testemunhas acionaram o serviço de emergência, mas nenhuma ambulância chegou ao local. Diante da demora, populares conseguiram uma caminhonete para levar o jovem até o Socorrinho.

Ainda de acordo com o relato, ao chegar à unidade de saúde, o atendimento teria sido dificultado porque o paciente estava sem documentos. Familiares precisaram buscar a documentação para dar continuidade aos procedimentos.

Patrícia contou que chegou ao hospital por volta das 22h10 e informou que o filho possuía plano de saúde. Segundo ela, perguntou ao médico se seria possível transferi-lo para um hospital particular, mas recebeu a informação de que o paciente precisava de uma ambulância de suporte avançado (USA), que, conforme a denúncia, nunca chegou.

Posteriormente, Ugo foi encaminhado ao Socorrão I em uma ambulância do Samu. A mãe afirma que o transporte ocorreu sem acompanhamento médico.

No hospital, o jovem realizou exames de imagem e permaneceu durante toda a noite em um corredor aguardando atendimento especializado. Patrícia relata que foi informada por uma funcionária de que o neurologista só compareceria à unidade na manhã seguinte.

Na manhã do dia seguinte, segundo a mãe, o médico informou que o paciente não corria risco de morte, apresentava uma lesão na cabeça e uma fratura na clavícula. Ela diz que tentou novamente solicitar a transferência para um hospital particular, mas não conseguiu autorização.

Patrícia afirma que procurou o hospital particular, onde foi informada de que a transferência poderia ser realizada, desde que o Socorrão I enviasse um relatório médico com o quadro clínico do paciente.

Ainda conforme o relato, durante a internação o jovem permanecia consciente, conversava, movimentava braços e pernas e conseguia se alimentar normalmente.

A situação, segundo Patrícia, mudou após a transferência para a enfermaria. Ela afirma que o filho tentou se levantar diversas vezes da maca e que precisou contê-lo sozinha. Em seguida, uma equipe de enfermagem realizou um novo acesso venoso e administrou medicamentos.

A mãe relata que, pouco tempo depois, percebeu que o filho apresentava dificuldade para respirar. Ela afirma que uma enfermeira a alertou sobre a gravidade da situação e que o paciente foi encaminhado para a sala vermelha após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Segundo Patrícia, os médicos informaram posteriormente que Ugo havia sofrido uma lesão cerebral causada pela falta de oxigenação durante a parada cardíaca. Dias depois, foi constatada a morte encefálica.

No vídeo, a mãe afirma acreditar que houve negligência durante o atendimento e pede que o caso seja investigado.

Ela também questiona a administração dos medicamentos e defende que uma apuração técnica esclareça se houve falha na assistência prestada ao filho.

O Portal Difusora News entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) para solicitar um posicionamento sobre as denúncias feitas pela família e aguarda retorno.   

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