A Força-Tarefa Previdenciária no Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Fake Fisher para combater um esquema de fraudes contra o sistema previdenciário. A ação foi coordenada pela Polícia Federal, com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), vinculada ao Ministério da Previdência Social.
A operação é um desdobramento da Operação Fake ID, realizada em 2023, que já investigava irregularidades na concessão do Seguro Defeso, benefício pago a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies.

Segundo as investigações, uma associação criminosa teria utilizado um escritório de advocacia e intermediários para captar pessoas e simular vínculos com a atividade pesqueira, com o objetivo de obter o benefício de forma irregular.
Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios dos investigados, em São Luís. As diligências foram acompanhadas por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, já foram identificados 552 benefícios concedidos de forma suspeita. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 3,7 milhões.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema e apurar a participação de cada investigado.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), associação criminosa e falsificação de documento público.

