A Fundação Antonio Dino, instituição mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello, deu início às comemorações de seus 50 anos de fundação. Para marcar a data, foi lançado um calendário de eventos que acompanhará as celebrações até o final do ano, destacando a relevância estratégica da instituição para a saúde pública e para as famílias que enfrentam a doença no Maranhão.
Com a premissa de oferecer acolhimento e um tratamento humanizado, a atual gestão da Fundação celebra marcos históricos. O maior deles é ter conseguido zerar a fila de espera por radioterapia no estado. Hoje, a instituição é a única rede hospitalar maranhense equipada com cinco aparelhos de radioterapia, consolidando-se como um dos maiores centros da especialidade para o SUS nas regiões Norte e Nordeste.
Referência na capital e avanço no interior
O Hospital do Câncer Aldenora Bello, localizado em São Luís, foi a primeira unidade mantida pela Fundação e segue como a maior referência oncológica do estado. A estrutura conta com mais de 174 leitos (divididos entre UTI, pediatria e internação) e abriga o único Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) do Maranhão. Em um esforço conjunto com a bancada federal, a unidade diagnostica, anualmente, cerca de 50% dos casos de câncer previstos para o estado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Para democratizar o acesso ao tratamento, a Fundação tem investido fortemente na interiorização. Inaugurado em 2023, o Hospital do Câncer Dr. Antonio Dino, na cidade de Pinheiro, já transformou a realidade local: foram mais de 1.200 consultas ambulatoriais, 980 sessões de quimioterapia, 6.500 exames laboratoriais e 2.000 exames preventivos, resultando no diagnóstico de 200 novos casos. O projeto de expansão não para por aí, com a implantação em andamento de um novo hospital no município de Santa Inês, visando cobrir as regiões Leste e Sul do Maranhão.
O trabalho da Fundação vai além das paredes dos hospitais. As Casas de Apoio garantem abrigo para mais de mil famílias de crianças e mulheres que se deslocam do interior para a capital em busca de tratamento. Simultaneamente, as unidades móveis da instituição já realizaram exames preventivos em mais de 10 mil mulheres, atuando em parceria com as prefeituras locais para promover a conscientização.
Todo esse esforço estrutural ganha urgência diante das estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que projeta que o câncer ultrapassará as doenças cardíacas e se tornará a principal causa de morte no mundo até 2030.
A dimensão do trabalho filantrópico e médico realizado pela Fundação Antonio Dino pode ser traduzida em números de grande impacto para a saúde pública. Entre os principais volumes de atendimentos recentes da rede, destacam-se:
Consultas e Emergências: Mais de 40 mil consultas realizadas e mais de 22 mil atendimentos na emergência oncológica.
Tratamentos: Mais de 40 mil ciclos de quimioterapia, mais de 2 mil tratamentos de radioterapia e mais de 6 mil cirurgias.
Exames: Mais de 180 mil exames laboratoriais, 50 mil exames de imagem, 14 mil tomografias e 2.500 mamografias.
Investimento Social: R$ 4,5 milhões direcionados a consultas filantrópicas.



