Um homem de 25 anos foi preso nesta quarta-feira (24) suspeito de participar do roubo, sequestro e assassinato de três crediaristas encontrados mortos em abril deste ano no município de Santa Inês, a cerca de 250 km de São Luís.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Santa Inês, após o avanço das investigações que identificaram o suspeito como um dos integrantes do grupo responsável pelo crime.
Segundo a Polícia Civil, após a Justiça expedir o mandado de prisão temporária, equipes passaram a realizar diligências para localizar o investigado. No entanto, ele compareceu voluntariamente à sede da DHPP acompanhado de um advogado, onde teve a ordem judicial cumprida.
Após a prisão, as equipes deram continuidade a outras diligências relacionadas ao caso, incluindo o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Durante depoimento, o suspeito confessou participação no crime.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 10 de abril e teve início no município de Lago da Pedra onde os criminosos armados invadiram a residência de uma das vítimas e renderam três homens que trabalhavam como crediaristas.
Além de roubarem pertences e dinheiro, os criminosos obrigaram as vítimas a realizarem uma transferência bancária via PIX no valor aproximado de R$ 24 mil.
Após o assalto, os três homens foram colocados em uma caminhonete pertencente a uma das vítimas e levados até uma estrada vicinal em Santa Inês. No local, eles foram executados a tiros. Os corpos foram encontrados horas depois com as mãos amarradas.
As vítimas foram identificadas como Roberto Moreira de Aquino, de 42 anos, Francisco Edimar Gino da Silva, de 39 anos, e Bruno Pinheiro Alves, de 27 anos e eram naturais da região do Alto Oeste, no estado do Rio Grande do Norte.
Crime foi planejado
As investigações apontam que a ação foi premeditada e contou com a participação de vários criminosos, cada um desempenhando uma função específica.
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizou um carro vermelho para chegar até a residência onde as vítimas foram rendidas. Depois, os suspeitos usaram a caminhonete de uma das vítimas para transportá-las até o local da execução.
Após os assassinatos, os criminosos tentaram fugir utilizando o veículo, mas abandonaram a caminhonete depois que o sistema de rastreamento bloqueou o funcionamento do automóvel.
Para a polícia, os elementos reunidos até agora indicam que o grupo atuou de forma organizada, com divisão de tarefas entre os participantes, desde o planejamento e a logística até a execução do crime.
Investigações já resultaram em outras prisões
As investigações já haviam levado à prisão de outro suspeito em maio deste ano, em São Luís. O homem, de 23 anos, é apontado como responsável pelo apoio logístico da ação e teria conduzido o veículo utilizado pelos criminosos para chegar ao local do crime.
Em depoimento, ele confessou participação e forneceu informações que contribuíram para a identificação de outros integrantes do grupo.
Entre os suspeitos identificados está um homem de 23 anos que morreu no dia 27 de maio, em Santa Luzia, durante um confronto com a Polícia Militar em uma ocorrência relacionada a um assalto.
Líder do grupo continua foragido
Apesar dos avanços nas investigações, a Polícia Civil ainda procura um homem de 21 anos apontado como líder operacional da quadrilha.
Segundo a DHPP, ele teria coordenado a ação criminosa e mantido contato com a pessoa que teria planejado ou ordenado o crime. A identidade desse possível mandante ainda está sendo investigada.
A polícia informou que, embora os executores já tenham sido identificados, o trabalho investigativo continua para localizar o suspeito foragido e esclarecer se outras pessoas participaram do planejamento, financiamento ou apoio à ação criminosa.
De acordo com a Delegacia de Homicídios de Santa Inês, novas informações poderão ser divulgadas à medida que as investigações avançarem, sem comprometer as diligências que seguem em andamento.
