O Ministério Público do Maranhão, por meio da Promotoria de Justiça de Bacuri, expediu uma recomendação formal para que o Banco do Brasil adote medidas imediatas visando à regularização integral de sua agência no município.
O documento, assinado na última segunda-feira (15) pelo promotor de justiça Igor Adriano Trinta Marques, estabelece um prazo máximo de dez dias úteis para que a instituição financeira normalize o atendimento ao público. A intervenção ocorreu após o órgão receber diversas denúncias de moradores sobre a extrema precariedade e as constantes interrupções nos serviços prestados pela unidade local.
A falha na prestação do serviço tem gerado graves transtornos diários, comprometendo o acesso a operações financeiras essenciais para a sobrevivência econômica da população. O apagão bancário afeta diretamente os cidadãos que dependem da agência para o recebimento de benefícios sociais, aposentadorias e salários.
A situação é ainda mais crítica para os grupos em condição de vulnerabilidade social, como idosos, pessoas com deficiência e moradores da zona rural e de povoados distantes, que frequentemente realizam longos deslocamentos até a sede do município e acabam não sendo atendidos. O Ministério Público ressaltou no documento que os serviços bancários exercem uma função social indispensável, sobretudo em cidades do interior do estado.
Além da normalização do atendimento presencial, a recomendação exige que a direção do banco disponibilize informações detalhadas sobre a real situação da agência, esclarecendo os motivos das paralisações recentes e indicando uma previsão concreta para a solução definitiva dos problemas.
O órgão também cobrou a garantia de atendimento prioritário aos grupos vulneráveis e a ampla divulgação de canais alternativos para os clientes. Caso a unidade não tenha condições estruturais de restabelecer todas as atividades de imediato, a instituição financeira fica obrigada a implementar medidas paliativas de contingência para assegurar a liberação de saques e pagamentos de benefícios sociais.
Para comprovar o cumprimento das exigências, o Banco do Brasil deverá encaminhar à Promotoria de Justiça toda a documentação pertinente sobre as providências adotadas. O descumprimento injustificado das diretrizes estabelecidas na recomendação levará o Ministério Público a acionar a Justiça por meio de medidas administrativas rigorosas, incluindo a instauração de inquéritos civis e o ajuizamento de ações civis públicas contra a instituição financeira.

