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Ação da Blitz Urbana dá 24 horas para retirada de comerciantes e gera revolta na Praça do Bacanga

Trabalhadores denunciam prazos e cobram da Prefeitura um local provisório, além de garantias de retorno após a reforma da praça.

Foto: reprodução

Uma notificação emitida pela Blitz Urbana, órgão vinculado à Prefeitura de São Luís, provocou indignação entre os comerciantes que atuam na Praça da Vila Bacanga, na região do Anjo da Guarda.

Na noite da última terça-feira (9), treze trabalhadores proprietários de quiosques e trailers de lanches foram surpreendidos com uma ordem para desocupar o espaço e desinstalar todos os seus equipamentos em um prazo de apenas 24 horas. Os vídeos foram gravados e compartilhados nas redes sociais pelo jornalista Ricardo Baty, radialista da Difusora.

A justificativa apresentada pelos agentes municipais para a remoção dos trabalhadores seria a realização de uma reforma na praça. Os trabalhadores, no entanto, denunciam a ação da gestão municipal, uma vez que não foi estipulada nenhuma data para o início ou o término da suposta obra, tampouco apresentado um projeto prévio que pudesse ser compartilhado com a comunidade local.

A situação ficou ainda mais tensa devido aos prazos estipulados pela Blitz Urbana. Embora o documento oficial estabelecesse o prazo de 24 horas a partir das 20h de terça-feira, os agentes da Blitz Urbana informaram aos vendedores que retornariam para executar a desocupação às 9h da manhã desta quarta-feira (10). E eles compareceram ao local, nesta manhã, gerando discussões e revolta dos trabalhadores no local.

Diante do risco de perderem sua fonte de renda, a categoria reivindica que a Prefeitura adote uma postura de diálogo e conceda um prazo mínimo de 48 horas para a desmontagem segura das estruturas.

Os trabalhadores também exigem a Prefeitura de São Luís defina um local provisório para a realocação dos trailers durante o período de obras e emita um documento oficial garantindo o direito de retorno de todos os treze comerciantes à praça após a conclusão da reforma.

Uma das trabalhadoras afetadas destacou que a categoria não está se recusando a sair, mas cobrou que o processo seja feito de maneira digna e com prazos justos. “Ninguém está se recusando a sair, mas temos que sair de maneira digna, esse prazo está errado”, disse uma das trabalhadoras”, desabafou.

A trabalhadora também ressaltou que treze famílias dependem exclusivamente daquele sustento, lamentando o fato de que nenhum representante do município se dispôs a conversar com a categoria. “São 13 famílias que dependem desse sustento. Não foi apresentado um projeto, ninguém conversou com a gente antes, só estão ordenando que a gente saia daqui”, disse.

Por meio de nota, a  Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) informou que está mantendo diálogo com os empreendedores da praça, localizada no bairro Vila Bacanga, para planejar, de forma agendada, a realização da retirada das barracas. E que, assim que todos forem remanejados, a praça será reformada.

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