Moradores da Rua dos Ipês, no bairro Renascença, estão passando um sufoco com uma infestação de caramujos africanos que invadiram algumas residências, em São Luís. O animal é um portador de vermes e transmitem doenças graves, como meningite e enterite.
Em entrevista à TV Difusora, Teresa Pecegueiro, uma das moradoras atingidas, ela já procurou ajuda, mas não teve respostas.
“Eu não sei mais o que fazer. Já tentei falar com a Vigilância Sanitária, mas ninguém me atende. Eu estou ficando apavorada”, afirmou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que está realizando visitas de inspeção, coleta e eliminação dos moluscos em diversos pontos já mapeados pela Vigilância, incluindo áreas de terrenos baldios com potencial de proliferação.
A Semus pede também que a população colabore na manutenção de terrenos limpos, evitando acúmulo de lixo, entulho e materiais que favoreçam a proliferação de vetores.
Como fazer o descarte dos caramujos?
Segundo o Professor do Departamento de Patologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA),Ferdinan Almeida Melo, o descarte dos caramujos devem ser feito com cautelas e com equipamentos de segurança.
“Ao tentar fazer a coleta, deve ser utilizado luvas ou sacos plásticos para não ter um contato direto com o animal. Após isso, o indicado é colocá-los em um balde com água fervente para incinerá-los”, declarou o professor.
Ferdinan ainda informou que a proliferação dos caramujos africanos se dá pela condição de lixo urbano e a umidade causada pelos dejetos.

Origem do animal
Os caramujos africanos é uma espécie considerada invasora no Brasil. Segundo o Instituto Oswaldo Cruz, o animal foi introduzido no país no final da década de 1980, sendo uma tentativa de substituição do escargot para consumo humano.
A tentativa de criação comercial fracassou, devido a negação do público, e muitos foram soltos na natureza.





