O delegado Walter Wanderley falou com exclusividade ao JD2, da TV Difusora, sobre o depoimento de Carolina Sthela, investigada por agredir a empregada doméstica Samara Regina, de 19 anos, que está grávida.
Durante a entrevista, o delegado afirmou que Carolina negou ser a autora dos áudios divulgados nas redes sociais, nos quais uma mulher relata agressões contra a vítima.
Segundo Walter Wanderley, a suspeita foi levada para realizar um exame de comparação de voz, que deve confirmar se a voz presente nos áudios é realmente dela. “O exame vai comparar a voz divulgada nas redes sociais com a voz dela. Ela consentiu em fazer o procedimento”, explicou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, Carolina prestou depoimento por cerca de uma hora. Ele informou que a investigada alegou que os áudios não pertencem a ela.
Walter Wanderley também comentou o depoimento do policial militar apontado como participante das agressões. Segundo o delegado, o PM confirmou que esteve na residência após ser chamado pela suspeita. “O policial disse que esteve lá porque foi chamado insistentemente por Carolina”, afirmou.
De acordo com o delegado, o policial relatou que participou do interrogatório da empregada sobre o desaparecimento de um anel avaliado em R$ 5 mil, mas afirmou ter deixado o local quando começaram as agressões. “O policial disse que não concordou com as agressões e foi embora”, declarou Walter Wanderley.
O delegado destacou que a investigação já possui provas das agressões sofridas pela vítima. “O certo é que nós temos uma empregada doméstica grávida de seis meses que foi torturada dentro do próprio local de trabalho. Isso está comprovado no exame”, afirmou.
Após o depoimento, Carolina Sthela foi encaminhada para exames no Instituto Médico Legal (IML). Segundo a polícia, ela passou por exame de corpo de delito e pelo procedimento de verificação de voz.
Walter Wanderley informou ainda que Carolina afirmou estar emocionalmente abalada após a repercussão do caso. Segundo ele, a investigada disse que não quer mais permanecer em São Luís e que estava no Piauí antes de ser presa. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão.





