Professores da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), chega a quase 70 dias da paralisação das atividades.
No dia do Servidor Público, em 28 de outubro, o governador Carlos Brandão fez um anúncio que inclui um “reajuste salarial” de 11% para os servidores públicos estaduais, bem como um aumento de 5% na gratificação de titulação para professores e professoras UEMA e da UEMASUL. No entanto, a diretoria do Sindicato dos Professores (SINDUEMA), afirma que o anúncio não atende às suas demandas de reposição de perdas salariais.
O governador anunciou um aumento de 5% na gratificação de titulação para mestres e especialistas, e 10% para doutores que lecionam na nas instituições, porém, de acordo com o Sindicato dos Docentes das Universidades Estaduais do Maranhão (SINDUEMA), o aumento não chega perto das perdas salariais que estão acumuladas desde 2013. Até fevereiro de 2023, as perdas salariais foram calculadas em 50,28%. O sindicato também reivindica que a implantação do reajuste está prevista apenas para 2024, de forma escalonada, o que pode levar o índice de perda a alcançar 58%.
A falta de recomposição salarial integral dos professores das universidades estaduais, têm afetado negativamente as condições de trabalho, que impactam diretamente no ensino, pesquisa e extensão, bem como nos indicadores de desempenho.
O sindicato afirma que foi proposto uma audiência de mediação mas não houve resposta do governador e que o anúncio do governo foi feito sem diálogo ou negociação com a categoria docente, que tem se manifestado de maneira pacífica em relação às suas reivindicações.
O sindicato aguarda o posicionamento do governo do estado para tomar as medidas cabíveis. A greve dos professores da UEMA e UEMASUL continua, enquanto o SINDUEMA busca garantir melhores condições de trabalho e uma solução satisfatória para as demandas salariais da categoria.







