O Maranhão tinha, em dezembro de 2025, 675 empresas com 100 ou mais empregados. Esses estabelecimentos somavam 242,9 mil vínculos formais de trabalho. Os dados fazem parte do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres.
Do total de trabalhadores nessas empresas, 95,2 mil eram mulheres. Desse grupo, 77,3 mil eram mulheres negras. Os homens ocupavam 147,7 mil vagas. A maioria também era formada por homens negros.
No Maranhão, as mulheres recebem menos que os homens. A média salarial das mulheres é de R$ 2.771,59. Já os homens recebem, em média, R$ 3.314,80. Entre as mulheres, as negras ganham ainda menos. A média salarial é de R$ 2.555,93.
Já as mulheres não negras recebem, em média, R$ 3.756,69. Entre os homens, os negros ganham R$ 3.084,42. Os não negros recebem, em média, R$ 4.705,32.
No Brasil, o número de mulheres empregadas em grandes empresas cresceu nos últimos anos. Entre 2023 e 2025, houve aumento de 11% no total de mulheres com carteira assinada. O crescimento foi maior entre mulheres negras. O número de contratações desse grupo aumentou 29% no período.
Apesar do avanço, a desigualdade salarial ainda é grande. No país, as mulheres ganham, em média, 21,3% a menos que os homens. Na contratação, a diferença também aparece. O salário inicial das mulheres é cerca de 14,3% menor.
No Maranhão, 24,5% das empresas têm políticas para incentivar a contratação de mulheres. Algumas ações incluem vagas para mulheres negras, mulheres com deficiência e vítimas de violência. Também há incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+.
O relatório aponta que a igualdade salarial pode fortalecer a economia. Se os salários das mulheres fossem iguais aos dos homens, a renda total no país poderia crescer mais de 10%.








