A Confederação Brasileira de Futebol acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir o encerramento imediato da intervenção judicial na Federação Maranhense de Futebol. A intervenção está em vigor desde agosto de 2025.
No documento, a CBF também solicita autorização para indicar um interventor próprio. Segundo a entidade, a medida é necessária para garantir a autonomia da federação e o funcionamento regular do futebol no estado. A confederação afirma que houve descumprimento de uma decisão do STF.
De acordo com a CBF, durante uma audiência realizada em março de 2026, o juiz Douglas de Melo Martins teria sugerido a renúncia dos dirigentes e a realização de novas eleições. Para a entidade, essa proposta ultrapassa os limites definidos pelo Supremo.
A CBF sustenta que a atuação judicial deveria se limitar à definição de um cronograma para o fim da intervenção. A entidade também cita a Constituição Federal, que garante autonomia às organizações esportivas.
Outro ponto destacado é o estatuto da Fifa, que proíbe interferência externa na gestão de federações. Segundo a confederação, a manutenção da intervenção pode gerar riscos ao futebol brasileiro, inclusive com possíveis sanções internacionais.
Desde agosto do ano passado, a FMF está sob comando da advogada Susan Lucena, nomeada como interventora. A intervenção foi determinada pela Justiça após ação do Ministério Público do Maranhão. O processo aponta irregularidades na eleição da entidade e questões relacionadas ao patrimônio do então presidente Antônio Américo.
A situação já foi discutida em audiência no Tribunal de Justiça, sem acordo entre as partes. Uma nova audiência está marcada para o fim de maio. O STF deve analisar o pedido da CBF nos próximos dias.







