Portal difusoranews.com

Governo prepara novo programa de renegociação de dívidas

Programa deve ser anunciado nos próximos dias e beneficia milhões de brasileiros endividados

Fonte: Reprodução/Internet

O governo federal deve lançar ainda esta semana uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, conhecida como “Desenrola 2.0”. O anúncio foi antecipado nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes de grandes bancos, em São Paulo.

A nova proposta prevê descontos que podem chegar a até 90% no valor das dívidas e traz como novidade a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar na quitação dos débitos.

Segundo o ministro, a expectativa é que o programa alcance um grande número de pessoas em todo país. “Eu espero que a gente atinja dezenas de milhões de pessoas pelo país”, afirmou. Na primeira edição do Desenrola Brasil, lançada em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram R$ 53,2 bilhões em dívidas.

Uso do FGTS terá limite

Uma das principais mudanças do novo programa é a autorização para utilizar parte do saldo do FGTS no pagamento das dívidas. No entanto, Durigan explicou que haverá restrições para proteger o fundo.

O valor que poderá ser usado será limitado a um percentual do saldo disponível na conta do trabalhador. Além disso, não será necessário que o FGTS cubra toda a dívida, o recurso poderá ser usado apenas como complemento na negociação.

O uso do fundo será direcionado, principalmente, para dívidas mais comuns e com juros elevados, como cartão de crédito, cheque especial e antecipação do saque-aniversário.

Redução de juros

O governo também negocia com os bancos a redução das taxas de juros nas renegociações. Hoje, essas modalidades de crédito podem ter juros entre 6% e 10% ao mês, o que faz a dívida crescer rapidamente.

A ideia é que, com descontos maiores e juros menores, os consumidores consigam sair do ciclo de endividamento. “Com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, disse o ministro.

Além disso, o programa contará com recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que servirá como garantia para facilitar os acordos entre bancos e clientes.

Medida será excepcional

O ministro destacou que o novo Desenrola não será permanente e deve funcionar como uma ação pontual para enfrentar o alto nível de inadimplência no país.

Segundo ele, o cenário econômico atual, com juros ainda elevados, tem dificultado o pagamento de dívidas por muitas famílias. Apesar disso, a expectativa é de queda nas taxas nos próximos meses.

“Tanto no Desenrola que aconteceu em 2023 quanto no de agora, tratam-se de medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida”, reforçou.

Mais detalhes sobre o funcionamento do Desenrola 2.0 devem ser divulgados pelo governo federal no anúncio oficial.

Mais lidas

Veja nossas notícias direto do seu Whatsapp

Quer ter acesso a todas as nossas notícias diretamente do seu Whatsapp? Então acesse já o nosso canal!

Entrar no canal

Voltar para o Início

Mais lidas