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Delegado diz que vítimas de pastor relataram castigos e trabalhos forçados

De acordo com Sidney Oliveira, a polícia investigava denúncias havia pelo menos dois anos.

Ao menos cinco vítimas e testemunhas foram identificadas

Foto: reprodução/TV Difusora

O delegado Sidney Oliveira detalhou, nesta sexta-feira (17), a prisão do pastor David Gonçalves Silva durante a Operação “Falso Profeta”, realizada pela Polícia Civil do Maranhão em Paço do Lumiar.

Segundo o delegado, a ação teve como alvo um imóvel no bairro Recanto do Poeta, onde funcionava o espaço religioso chamado Shekinah House Church.

De acordo com Sidney Oliveira, a polícia investigava denúncias havia pelo menos dois anos. As apurações apontam suspeitas de abuso sexual, maus-tratos, trabalhos forçados e estelionato.

O delegado informou que, até o momento, ao menos cinco vítimas e testemunhas foram identificadas. Elas teriam confirmado os fatos investigados.

Segundo a polícia, também foram apresentados comprovantes de transferências bancárias feitas diretamente ao pastor, o que levantou suspeitas de irregularidades financeiras.

As investigações indicam possíveis crimes de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Conforme os relatos, algumas vítimas seriam homens que, quando menores de 14 anos, viviam no local.

Durante o cumprimento do mandado de busca e prisão, os policiais encontraram o pastor no quarto acompanhado de outro homem. Em depoimento, ele afirmou que a presença da pessoa seria por motivo de segurança.

Ainda segundo o delegado, o próprio pastor informou que cerca de 80 pessoas viviam no espaço. A polícia acreditava que poderia encontrar entre 100 e 150 pessoas e, por isso, montou grande aparato policial.

A Polícia Civil também apura denúncias de castigos físicos. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma pessoa recebendo chibatadas sobre uma cama. De acordo com o delegado, vítimas relataram ainda punições, abusos e condições degradantes dentro da instituição.

A polícia informou que pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal do pastor e da igreja. Segundo as investigações, embora a instituição tenha CNPJ, não possuía conta bancária oficial. Os valores recebidos seriam depositados em contas pessoais, o que pode indicar confusão patrimonial.

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