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Maranhão

Transporte público pode parar em até 72 horas na Grande São Luís

Atualizada às 19h

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) informou que encaminhou, nesta terça-feira (27), ofícios ao Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET), às empresas do transporte coletivo e aos órgãos competentes, comunicando a decisão da categoria sobre a possibilidade de deflagração de greve no sistema de transporte coletivo da Grande São Luís.

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Segundo o sindicato, a decisão foi tomada após a realização de quatro reuniões de negociação entre trabalhadores e empresários. De acordo com o STTREMA, as propostas apresentadas pelo setor patronal não atenderam às reivindicações da categoria, que foram protocoladas ainda em novembro de 2025 e fazem parte da Convenção Coletiva de Trabalho 2026.

Diante da falta de avanços nas negociações, os rodoviários se reuniram em assembleia geral e deliberaram pela possibilidade de paralisação das atividades. O sindicato estabeleceu um prazo de até 72 horas, a contar desta terça-feira, para que o setor patronal apresente uma proposta concreta. Caso não haja acordo dentro desse período, a greve poderá ser iniciada.

A situação do transporte público já preocupa usuários da capital e da Região Metropolitana. Na Grande Ilha, pelo menos quinze bairros estão com o serviço de transporte comprometido. Funcionários da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, estão com os braços cruzados desde o último sábado, em protesto contra a falta de pagamento.

Um vídeo do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, sobre a crise do transporte público da capital repercutiu nas redes. A gravação foi feita durante um evento no povoado Cajueiro, na zona rural do município.

O prefeito criticou duramente os empresários de ônibus e afirmou que, desde o início de sua gestão, enfrenta conflitos constantes com o setor. Segundo Braide, as empresas ameaçam paralisar o serviço com frequência, mas ele destacou que não autorizou aumentos na tarifa de ônibus em São Luís.

“Se precisar, vamos substituir a empresa. Já determinei a quebra de contrato com uma e farei o mesmo com outras, se for necessário, até que São Luís tenha um serviço de transporte com qualidade”, declarou.

Posicionamentos

Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), informou que ingressará na Justiça para garantir o funcionamento da frota mínima da cidade em circulação para atender a população durante o período de greve.

O SET reiterou seu compromisso com a população de São Luís, a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento das determinações legais.

A  Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informou que está ciente das tratativas em andamento entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal e segue dialogando, dentro de suas competências, para contribuir com as negociações. A Agência esclarece que o subsídio estadual está sendo repassado regularmente e todas as obrigações sob sua responsabilidade estão sendo cumpridas. 

O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) confirmou o recebimento do ofício pelo STTREMA. Diante da natureza essencial do serviço de transporte coletivo e do impacto direto na mobilidade urbana, a Presidência do Tribunal já encaminhou o comunicado para análise imediata de sua Assessoria Jurídica.

O TRT-16 reiterou seu compromisso institucional com a pacificação social e informa que está de prontidão para atuar, assim que provocado judicialmente, seja por meio de mediação e conciliação entre as partes, ou para garantir a continuidade dos serviços mínimos essenciais à população, nos termos da Lei de Greve (Lei nº 7.783/89). A sociedade será mantida informada sobre quaisquer desdobramentos processuais ou agendamento de audiências.

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