O caso de latrocínio que resultou na morte do servidor público Wilasmar Santana, ocorrido no dia 1º de abril, em Grajaú, foi esclarecido pela Polícia Civil. Dois suspeitos foram detidos, entre eles um adolescente de 16 anos.
As investigações tiveram início após a polícia ser acionada sobre um veículo encontrado incendiado, com um corpo carbonizado dentro. Ao mesmo tempo, familiares da vítima procuraram a delegacia para relatar o desaparecimento, informando que ele havia sido sequestrado e teve bens roubados.
Com o apoio de diferentes equipes, incluindo a Perícia Oficial e o Centro Tático Aéreo (CTA), os trabalhos se concentraram tanto no local onde o carro foi localizado quanto na residência da vítima, onde foram coletados vestígios. Também foram colhidos depoimentos e solicitadas medidas judiciais, como a quebra de sigilo telefônico e o acesso a dados de internet.
A partir de provas técnicas, imagens de câmeras de segurança e uso de sistemas modernos de investigação, os policiais conseguiram reconstituir a sequência do crime e identificar os envolvidos. Segundo a polícia, Wilasmar Santana foi morto por asfixia. Em seguida, os suspeitos roubaram seus bens e incendiaram o veículo com o corpo dentro, na tentativa de ocultar o crime.
Um adolescente de 16 anos foi apreendido e confessou a participação. Ele afirmou que o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 7 mil e detalhou como tudo aconteceu. O jovem também indicou a participação de um segundo suspeito.
O outro investigado, maior de idade, foi preso em flagrante com objetos da vítima. De acordo com a polícia, ele teria participado apenas da incineração do veículo, e não tinha conhecimento da presença do corpo. Com isso, o homem deve responder inicialmente por receptação e dano qualificado, ainda com possibilidade de ser investigado por ocultação de cadáver e favorecimento pessoal.
O delegado Brito Júnior destacou o trabalho conjunto das forças de segurança. “Com o trabalho em equipe entre as delegacias de Grajaú e Barra do Corda, além da atuação integrada da Polícia Civil com o apoio da Guarda Municipal, conseguimos reconstituir o crime”, afirmou.
O adolescente deve responder por ato infracional análogo ao crime de latrocínio, além de ocultação de cadáver e dano qualificado por incêndio. A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar o caso, que já conta com um conjunto consistente de provas.




