Relatório do Copernicus aponta aceleração do aquecimento global; tendência deve continuar para 2026.
-janeiro 15, 2026
Relatório do Copernicus aponta aceleração do aquecimento global; tendência deve continuar para 2026.
O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no planeta, segundo o observatório climático europeu Copernicus. A temperatura média global chegou a 14,97 °C, ficando 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais.
O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (14), aponta que, pela primeira vez, a média dos últimos três anos superou o limite de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris. Embora o acordo trate de um aquecimento de longo prazo, os cientistas alertam que o planeta está se aproximando rapidamente desse patamar crítico.
“O fato de os últimos onze anos terem sido os mais quentes já registrados fornece mais evidências da tendência inegável rumo a um clima mais quente. O mundo está se aproximando rapidamente do limite de temperatura de longo prazo estabelecido pelo Acordo de Paris. Certamente o ultrapassaremos”, afirma Carlo Buontempo, Diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.
O aquecimento foi generalizado ao longo de 2025. Janeiro foi o mês mais quente já registrado, e quase todo o ano apresentou temperaturas acima da média histórica.
Segundo os especialistas, o aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa, associadas à atividade humana, segue como principal causa do aquecimento, somado às temperaturas recordes dos oceanos. O calor extremo intensificou ondas de calor, incêndios florestais e outros eventos climáticos severos em diversas regiões do mundo.
“Os dados atmosféricos de 2025 pintam um quadro claro: a atividade humana continua sendo o principal fator responsável pelas temperaturas excepcionais que estamos observando. Os gases de efeito estufa na atmosfera aumentaram de forma constante nos últimos 10 ano”, disse Laurence Rouil, Diretor do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus no ECMWF.
Para o Copernicus e instituições parceiras, a tendência deve continuar. A expectativa é que 2026 esteja entre os cinco anos mais quentes já registrados, reforçando os alertas sobre a urgência de ações globais para conter os impactos da mudança climática.