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20 anos da tragédia que marcou a história do Programa Espacial Brasileiro

A tragédia vitimou 21 pessoas e adiou o sonho brasileiro de conquistar o espaço

Há vinte anos atrás, acontecia no município de Alcântara, a maior tragédia do Programa Espacial Brasileiro, que vitimou 21 pessoas. O acidente ocorreu no dia 22 de agosto de 2003, três dias antes do terceiro lançamento do foguete VLS-1, que colocaria em órbita dois satélites brasileiros, o SATEC, desenvolvido pelo INPE e o UNOSAT, da Universidade Norte do Paraná.

O VLS, sigla para Veículo Lançador de Satélites, foi o resultado de 18 anos de pesquisa e desenvolvimento, em um momento que a engenharia espacial brasileira. Antes dele, já havíamos acumulado outros 18 anos de experiência com o desenvolvimento dos foguetes da série SONDA.

Ao todo, o foguete tinha 19,4 metros de altura, quase 50 toneladas e capacidade de levar uma carga de até 380 kg para uma órbita a 750 km de altitude. Em dois lançamentos anteriores, em 1997 e 1999, o VLS-1 havia apresentado falhas e acabou sendo destruído por segurança.

O acidente

Às 13h26 daquele 22 de agosto, enquanto as equipes trabalhavam na preparação do VLS-1 para o lançamento que aconteceria no dia 25, um dos propulsores foi acionado indevidamente. Preso na base e ainda dentro do galpão, o foguete não teve como subir e explodiu.

A causa apontada pelo relatório final de investigação, concluído pelo Comando da Aeronáutica em fevereiro de 2004, foi um “acionamento intempestivo” provocado por uma pequena peça que ligava o motor.

Para Ministério da Aeronáutica foi descartado, a possibilidade de sabotagem, de grosseira falha humana ou de interferência meteorológica, mas apontou “falhas latentes” e “degradação das condições de trabalho e segurança”, entre eles saídas de emergência que levavam para dentro da própria Torre Móvel de Integração (TMI), além de estresse por desgaste físico e mental dos tecnologistas.

Após o acidente, novas medidas de segurança no centro de lançamento foram tomadas, como a inauguração de uma nova Torre Móvel de Integração, em 2012. A área, foi construída uma extensa fiação que garante corrente elétrica para um dos estágios da plataforma do veículo lançador de satélites.

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